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Betel Jovens – 2º Trimestre de 2018 – 22/04/2018 – Lição 4: Adorando em meio à crise

19/04/2018

Este post é assinado por Jesrrael Fonseca Santos

TEXTO DE REFERÊNCIA

8 Disse Noemi às suas noras: Ide, voltai cada uma à casa de sua mãe; e o Senhor use convosco de benevolência, como vós usastes com os falecidos e comigo.

9 O Senhor vos dê que acheis descanso cada uma em casa de seu marido. E, beijando-as ela, levantaram a sua voz e choraram.

10 E disseram-lhe: Certamente voltaremos contigo ao teu povo.

11 Porém Noemi disse: Voltai, minhas filhas. Por que iríeis comigo? Tenho eu ainda no meu ventre mais filhos, para que vos sejam por maridos?

12 Voltai, filhas minhas, ide-vos embora, que já mui velha sou para ter marido; ainda quando eu dissesse: Tenho esperança, ou ainda que esta noite tivesse marido e ainda tivesse filhos,

13 Esperá-los-íeis até que viessem a ser grandes? Deter-vos-íeis por eles, sem tomardes marido? Não, filhas minhas, que mais amargo me é a mim do que a vós mesmas; porquanto a mão do Senhor se descarregou contra mim.

14 Então levantaram a sua voz, e tornaram a chorar; e Orfa beijou a sua sogra, porém Rute se apegou a ela.

15 Por isso disse Noemi: Eis que voltou tua cunhada ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após tua cunhada.

16 Disse, porém, Rute: Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus;

17 Onde quer que morreres morrerei eu, e ali serei sepultada. Faça-me assim o Senhor, e outro tanto, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.

Rute 1:8-17

VERSÍCULO DO DIA

O Senhor retribua o teu feito; e te seja concedido pleno galardão da parte do Senhor Deus de Israel, sob cujas asas te vieste abrigar.

Rute 2:12

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

  • Entender que os tempos de crise podem nos fortalecer;
  • Compreende que Rute tomou a decisão correta;
  • Aprender com Rute que a nossa fidelidade tem uma recompensa.

INTRODUÇÃO

O pano de fundo dos eventos relatados no livro de Rute é uma fome em Israel nos dias em que os juízes julgavam, o que forçou a emigração de uma pequena família de Belém, em Judá, para a terra de Moabe, a sudeste da Palestina (veja mapa).

A expressão peregrinar significa viver na situação de estrangeiro residente. O nome do pai da famí­lia era Elimeleque, que significa “Deus é rei”. Noemi (“deleite, prazer”) e dois filhos, Malom (“doente, fraco”) e Quiliom (“definhando” ou “decaindo”), completavam a família. Eles eram efrateus, um termo que normalmente se refere à tribo de Efraim. Contudo, como Boaz, o remidor, era claramente da tribo de Judá (4.18-21; Mt 1.3- 5), neste caso efrateus é provavelmente derivado de Efrata, um termo do Antigo Testamento intimamente relacionado com Belém (Gn 35.19; 48.7; Rt 4.11; 1 Cr 4.4; Mq 5.2). Tanto Malom como Quiliom se casaram com moças moabitas: Orfa (4) e Rute (“amizade” ou “amiga”).1 Os três homens da família morreram durante os dez anos de residência em Moabe e Noemi ficou sozinha com suas duas noras.

O próprio livro situa as ações no tempo dos juízes de Israel; mas isso não determina nenhuma data exata de sua escrita. Surtos de fome eram comuns, pelo que essa circunstância não pode ser usada para determinar um período histórico. Uma maneira antiga de introduzir livros foi exatamente a que encontramos no livro de Rute: são dados os nomes das principais personagens, e então são esclarecidas as circunstâncias em que o drama se desenrolou. Em seguida, havia uma designação acerca de quando as ações ocorreram. A fome era um dos instrumentos de julgamento nas mãos de Deus; e os eventos, tanto gerais quanto pessoais, com frequência são determinados por algum modo de julgamento do pecado. Mas, a despeito dessa verdade, há sempre graça divina abundante para reverter as circunstâncias e “fazer virar a maré”. Portanto, o teísmo ficou assim, mais uma vez, ilustrado: o homem não vive sozinho; Deus criou, mas também se faz presente para julgar, recompensar e intervir na história humana. Isso deve ser contrastado com o deísmo, que ensina que, apesar de talvez haver alguma força criativa (pessoal ou impessoal), essa força ou pessoa abandonou a sua criação, deixando-a entregue ao sabor das leis naturais.

1 – UM MOMENTO DE CRISE

As primeiras palavras são tudo que temos acerca da ocasião desta história. Foi nos dias em que os juízes julgavam naquela época turbulenta, em que não havia rei em Israel. Não sabemos, no entanto, em que período dos juízes essa história ocorreu, e as conjecturas dos estudiosos são muito incertas. Parece que ela ocorreu mais no início da época dos juízes, visto que Boaz, que casou com Rute, era descendente de Raabe, que havia recebido os espias na época de Josué. Alguns acreditam que a história ocorreu nos dias de Eúde, outros, durante os dias de Débora. O estudioso bispo Patrick tende a acreditar que a história de Rute ocorreu nos dias de Gideão, porque somente nessa época lemos a respeito de uma fome em decorrência da invasão dos midianitas (Jz 6.3,4). Enquanto os juízes estavam governando, alguns em uma cidade e outros em outra, a Providência cuida para que essa história ocorra em Belém, onde nasceria o Messias, que descenderia de duas mães gentílicas, Raabe e Rute.

Devido aos pecados da nação, uma fome avassala a terra, no território de Canaã, a região que supostamente manava leite e mel. Esse era um dos julgamentos que Deus havia ameaçado trazer sobre eles por causa dos seus pecados (Lv 26.19,20). O Senhor tem muitas flechas na sua aljava. Nos dias dos juízes, os israelitas foram oprimidos pelos inimigos, mas como não se deixaram corrigir por meio desse julgamento. Deus os atormenta por meio da fome, porque quando Deus julga, ele sai vitorioso. Quando a terra recebeu descanso, ela não tinha suficiência. Mesmo em Belém, que significa a casa do pão, havia escassez. Uma terra frutífera se transformou em terreno salgado (SI 107.34), para corrigir e reprimir a abundância e libertinagem daqueles que moravam nela.

1.1 – Tempos difíceis

Quando a fome assolou Judá, a família de Elimeleque muda-se de Belém para país de Moabe, do outro lado do Jordão, buscando garantir sua subsistência. Parece que havia abundância no país de Moabe na época em que faltava pão na terra de Israel. Elimeleque vai para lá, não para estabelecer-se para sempre, mas por um determinado período, durante o tempo de escassez, como ocorreu com Abraão em ocasião semelhante, quando foi para o Egito, e com Isaque, que foi para a terra dos filisteus.

O cuidado que Elimeleque teve para prover pela sua família, levando consigo sua esposa e filhos, sem dú­vida era louvável.

Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.

1 Timóteo 5:8

Quando estava passando por necessidade, ele não abandonou a sua casa, à busca de sua própria prosperidade, deixando sua esposa e filhos para cuidar do seu próprio sustento; mas, como convém a um marido carinhoso e um pai amoroso, ele os levou consigo.

Não nos é dito quanto tempo se passou entre a chegada da família em Moabe e a morte de Elimeleque. Mas parece que a decisão de Noemi voltar a Belém ocorreu muito depois da morte de seu marido, visto que seus filhos cresceram e se casaram com mulheres moabitas, o que indica que a vida continuou normalmente, por algum tempo. E foi então que acabaram morrendo, igualmente, ambos os filhos de Noemi. Agora havia três viúvas morando na mesma casa: Noemi e suas duas noras, Rute e Orfa. É nesse momento que, finalmente, Noemi resolveu voltar a Judá.

Por Jesrrael Fonseca Santos

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